Nem só de pão vive o homem

Nem só de pão vive o homem
mas também de observar

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O discurso do rei


Há meses que não ia ao cinema. Fui hoje e ainda bem.

O filme é fabuloso pelo que o recomendo vivamente a quem gosta de bom cinema.

Um espectáculo de belíssima representação, baseado numa história verídica e que está muito bem trabalhada numa excelente realização.
Se puderem, não percam.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Continuando em "tom" de estátuas


Penso que estas também toda a gente sabe onde são.

Estátuas


Estas são em bronze.



A Milú lançou um desafio e quase em simultâneo recebi um email com imagens do Parque Vigeland em Oslo, onde estive e que é um verdadeiro espanto. O escultor, que deu o nome ao Parque, procurou identificar ali todos os sentimentos humanos. Foi difícil fotografar por haver uma multidão que por ali circulava, mas mesmo assim tirei algumas fotos que aqui mostro.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Continuando a sorrir com mais provas globais...


'O objectivo de uma Sociedade Anónima é ter muitas fabricas desconhecidas.'
(E a sociedade por quotas é constituída por pessoas com alguma idade , certo?)

'Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo envenenavam-se.'
(Se te envenenasses também não se perdia nada!!)

'As múmias tinham um profundo conhecimento de anatomia.'
(Eram muitos espertas, as múmias!)

'A arquitectura gótica notabilizou-se por fazer edifícios verticais.'
(Bem visto, nunca tinha reparado nisso!)

'A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo..'
(E a febre tifóide, terá vindo da Tifolândia?)

'A harpa é uma asa que toca.'
(Tu é que podias bater as asinhas e ir cantar para outra freguesia...)

'Péricles foi o principal ditador da democracia Grega.'
(...Ou terá sido o principal democrata da ditadura Grega?!)

'Os Egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.'
(E resultou! Basta ver o ar de felicidade das múmias, quando saem da pirâmide para dar uma volta...)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Árvore



Parece-me que nunca ninguém há-de
Ver poema tão belo como a árvore.

Árvore que sua boca não desferra.
Do seio doce e liberal da terra.

Árvore, sempre de Deus a ver imagem
E erguendo em reza os braços de folhagem.

Árvore que pode usar, como capelo,
Ninhos de papo-ruivo no cabelo;

Em cujo peito a neve esteve assente;
Que vive com a chuva intimamente.

Os tontos, como eu, fazem poesia;
Uma árvore, só Deus é que a faria.


Joyce Kilmer

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A casa do Penedo - Flinstones à Portuguesa



Em plena Serra de Fafe, entre a cidade do mesmo nome e Cabeceiras de Basto, situada na região norte de Portugal, encontra-se uma casa que anda a despertar a curiosidade dos internautas de todo o mundo pela sua originalidade. Construída entre quatro rochas gigantes, a Casa do Penedo é mais do que uma residência rural perdida no interior de um pequeno país na orla ocidental da Europa.

A Casa do Penedo começou a ser construída na Primavera de 1972, quando a família Rodrigues quis realizar o seu sonho. Dois anos depois a residência estava feita. Não se trata de uma instalação ou de um hotel temático, uma vez que é utilizada pela família como local de férias. Porém, ultimamente tem atraído a atenção dos fãs de arquitectura e design de todo o mundo.
Blogues e fóruns, na sua maioria não portugueses, têm divulgado as fotos desta casa. Em Outubro passado um canal da televisão portuguesa dedicou-lhe uma reportagem.

À primeira vista a casa nem parece real; parece mais uma habitação dos Flinstones. Mas está perfeitamente integrada na paisagem natural. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas tortas e o telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões feitos de troncos completam o aspecto rústico. Os vidros são à prova de bala, a porta é de aço e o sofá pesa 350 quilos, pois é feito em betão e madeira de eucalipto.

Nos últimos meses, tornou-se comum os habitantes da região verem desfilar os turistas que procuram a Casa de Pedra. O proprietário já não habita a casa que aos domingos é visitada por dezenas de pessoas. Apesar do interesse que desperta pelo mundo fora, tem sofrido actos de vandalismo que põem em causa a sua conservação.

Aqui, mostro o Crato

Mais exactamente a Pousada Flor da Rosa.

Perto de Alandroal, uma vista do Guadiana


Junto a umas ruínas que lá existem.

Falaram de Alandroal...


Estive lá, há uns anos, num dos meus passeios pelo Alentejo de que tanto gosto.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Um sorrisinho...vá lá

Afirmações retiradas de diversas provas globais

Biologia



'A respiração anaeróbia é a respiração sem ar que não deve passar de três minutos.'
(Queria ver o artista a experimentar)

'As plantas distinguem-se dos animais por só respirarem à noite.'
(E tu enquadras-te em que categoria? A julgar pela falta de oxigénio no
Cérebro deve ser na 1ª, não?)

'Os crustáceos fora de água respiram como podem.'
(É como a resposta: respondeu como pôde...)

'A insónia consiste em dormir ao contrário.'
(Eu é que te viro ao contrário, sua anta!)

'Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado.'
(Por essa ordem de ideias, já há algum tempo que não deves ter nada para
beber...)


'O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.'
(Pois, e os outros vão todos prós copos, seu maluco!)

'Os ruminantes distinguem-se dos outros animais porque o que comem, comem duas vezes.'
(Este fala por experiência própria, com certeza!)

'As aves têm na boca um dente chamado bico.'
(Tu é que precisavas de levar um bico nessa boca!)

'O Sol dá-nos luz, calor e turistas.'
(E gajas, esqueceste-te das gajas!)

'A principal função da raiz é enterrar-se.'
(Já te enterraste e bem )

'O vento é uma imensa quantidade de ar.'
(E ar é o que não falta dentro dessa cabecinha!)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Teresa faz hoje anos!


PARABÉNS MANINHA!!!!!



Não sei viver sem as consoantes mudas...


Durante estes dias de gripes e consequente ausencia de blogs, houve momentos em que pensei escrever alguma coisa e...até comecei, mas cheguei à conclusão que já não sei escrever. Não consigo adaptar-me a esta coisa da nova ortografia. Fiquei tristinha mas, a dar graças por já não ter que apresentar trabalhos escritos em português. Felizmente estou reformada.


Curiosamente, recebi por e-mail o texto que aqui coloco e que subscrevo na essencia, não literalmente, apenas porque o meu computador ainda não está actualizado para a referida correcção automática. E também não sei se ainda vou a tempo de "crescer e encontrar novos amigos" como o autor, que não conheço, refere.


O texto reza então assim:

"Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia.
De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio.
Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia
para o outro, que os atores atuem e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo
que já não tenham.

As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar. "

Recebido por e-mail

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mais umas fotos do casamento Inês&Antonio

Na primeira, o Miguel e a Sara com a Vera ao colo. A Rita estava encantada com a noiva.

A segunda, já conhecem, não será preciso explicar.

UM DIA VOCÊ PERCEBE

Um dia você percebe
que o amor é algo que se encontra muito além de um belo sorriso...
que as coisas simples da vida são também as mais importantes,
e que o teu fracasso ou o teu sucesso depende exclusivamente de suas escolhas.

Um dia você percebe
que maior parte da tua felicidade é construída por você mesmo,
que poucas coisas confortam tanto a dor sofrida quanto o bem que se faz,
que sempre se é feliz quando se tem bons amigos,
e que quem realmente te merece não faz você sofrer.

Um dia você percebe
o quanto é bom acordar cedinho para ver o Sol nascer!
Percebe que muitos erros cometidos têm a intenção de acertar,
e que nas pessoas, assim como em um bom perfume, o que vale não é o frasco
mas a essência.

Um dia você percebe
que cada um oferece aquilo que tem e que transborda de dentro de si,
que não nos cabe julgar nem punir nada aqui, mas apenas compreender
e que o silêncio muitas vezes é a maior sabedoria que podemos expressar.

Em um lindo dia você percebe
Que de certo modo, o Amor é apenas uma maneira de olhar
Que a felicidade não tem muito a ver com dinheiro ou status
E que as pessoas mais valiosas em sua vida
são justamente aquelas que sempre estiveram ao teu lado.

Um dia você percebe
que tua felicidade não deve depender dos outros,
mas exclusivamente de você,
e que o mais importante não é que você encontre alguém que te ame de verdade,
mas que você se ame sempre,
imensamente!

Augusto Branco

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O casamento da Inês e António


Como falaram dos meus trambolhões, lembrei-me que já tenho algumas fotos do casamento da Inês, onde dei um, espalhafatoso, do alto dos meus sapatos (que não foi fotografado).

Escolhi esta para mostrar uma parte da família, sendo da esquerda para a direita, naturalmente atrás dos noivos: Rodolfo, Teresa, Pedro, Lúcia, Andreia e Pedro (filho mais novo do meu irmão). Ao colo da noiva está o sobrin'h'eto David.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Arte - sapato feito de panelas

Eu sei que viram a exposição no CCB. O que gostava que me dissessem é onde está agora este sapato cujas fotografias aqui mostro, não muito boas porque foram tiradas com telemóvel em ambiente de interior e à noite.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A origem de @

Na idade média os livros eram escritos pelos copistas à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquele tempo).

O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos.

Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um "m" ou um "n") que nasalizava vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, reparou agora?

O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco".
Daí foi fácil Francisco ganhar em espanhol o diminutivo Paco.

Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adoptar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP".
A pronúncia dessas letras em sequência explica porque José em espanhol tem o diminutivo Pepe.•
Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.

Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".

Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo : o registo contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês at (a ou em).

No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses.

Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso. Para o entendimento contribuíram duas coincidências :

1 - a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;

2 - os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo como "10@£3"assim : "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.

Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba ( 15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe, quintar, o quintal ( 58,75 kg ).

As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais dactilografados). O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores.

Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio electrónico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim, "Fulano@Provedor X" ficou significando "Fulano no provedor X".

Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma, em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco); em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular : shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários paises europeus.
Em Portugal chamam-lhe, correctamente, arroba mas há quem, carinhosamente, lhe chame "à penteadinho" e "à de risco ao lado".

Recebido por e-mail